Meus dias
Dias de chuva
são benção
Que têm a magia de acalmar o espírito
Inquieto do andarilho sonhador
Dias de outono
Caminhos diários de sonhadores
Ou dos simples cumpridores da tradição
Da Universidade de Coimbra.
Nas Munumentais, a chuva de folhagem.
Dias de vento
As folhas caem sobre os fieis
Que cruzam a sua procissao sigilosa
Em batizo às varias vidas que passam
Que passam...
Dias de sol
No inverno,
O sol teimoso invadindo as vernesianas
Fechadas ao vento, seu companheiro
Dias de neve
Chuva misteriosa,
Mistica, encantada, sonhada
Idealizada.
Dias de Sonhos:
Dias de chuva
Das de outono
Dias de vento
Dias de sol
Dias de neve
*poema feito em 01/12, em viagem a Fatima, diante a reclamação de Rita, por começar a chover....
Um anjo triste perto de mim
Uma borboleta sozinha num jardim
Um cão à margem do asfalto
Um gato num galho alto
Um sapo, um catador,
Tudo isso está a um salto
Um grande e infinito salto
Para chegar ao lado de fora da exclusão.
Só vêem o mundo do lado de fora da vitrine
Dentro, jamais couberam.
* poema feito em resposta sobre O que é exclusão a um amigo, em 06/12
Pretende-se aqui falar de instrospecção. Sentimentos, desejos, medos, quereres e desquereres. É quase um diário, mas a intenção é que seja um espelho. Acredito que tudo que todos nós passamos seja apenas mera e simples repetição, apenas cada um aje e vê da forma que sabe e consegue.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
terça-feira, 6 de novembro de 2007
As lavadeiras
responderam ao canto da sibila.
“Lavamos os mortos,
Lavamos o tabuleiro das idéias antigas
E os balaústres para repouso do mar...
Nele encontramos restos de galeras,
Quem nos desviará do nosso canto obscuro?
Nele descobrimos o augusto pudor do vento,
O balanço do corpo do pirata com argolas,
Nele promovemos a sede do povo
E excitamos a nossa própria sede...”
As lavadeiras no tanque branco
Lavam o espectro da guerra. Os braços das lavadeiras
No abismo noturno
Vão e vem
(Murilo Mendes
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