sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

poeminhas instantâneos

Meus dias

Dias de chuva
são benção
Que têm a magia de acalmar o espírito
Inquieto do andarilho sonhador

Dias de outono
Caminhos diários de sonhadores
Ou dos simples cumpridores da tradição
Da Universidade de Coimbra.
Nas Munumentais, a chuva de folhagem.

Dias de vento
As folhas caem sobre os fieis
Que cruzam a sua procissao sigilosa
Em batizo às varias vidas que passam
Que passam...

Dias de sol
No inverno,
O sol teimoso invadindo as vernesianas
Fechadas ao vento, seu companheiro

Dias de neve
Chuva misteriosa,
Mistica, encantada, sonhada
Idealizada.

Dias de Sonhos:
Dias de chuva
Das de outono
Dias de vento
Dias de sol
Dias de neve


*poema feito em 01/12, em viagem a Fatima, diante a reclamação de Rita, por começar a chover....

Um anjo triste perto de mim
Uma borboleta sozinha num jardim
Um cão à margem do asfalto
Um gato num galho alto
Um sapo, um catador,
Tudo isso está a um salto
Um grande e infinito salto
Para chegar ao lado de fora da exclusão.
Só vêem o mundo do lado de fora da vitrine
Dentro, jamais couberam.

* poema feito em resposta sobre O que é exclusão a um amigo, em 06/12

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Juliana


Grande Rapariga que conheci em Espinho....cidade de Rita....

a musica que toca na alma



a feita por quem a vive na alma...

Câmara (prefeitura) Municipal



Estação de Comboios do Porto




Tradição e Modernidade, consruindo o presente

Igreja da Sé






As lavadeiras

As lavadeiras no tanque noturno
responderam ao canto da sibila.


“Lavamos os mortos,
Lavamos o tabuleiro das idéias antigas
E os balaústres para repouso do mar...
Nele encontramos restos de galeras,
Quem nos desviará do nosso canto obscuro?
Nele descobrimos o augusto pudor do vento,
O balanço do corpo do pirata com argolas,
Nele promovemos a sede do povo
E excitamos a nossa própria sede...”

As lavadeiras no tanque branco

Lavam o espectro da guerra. Os braços das lavadeiras
No abismo noturno
Vão e vem
(Murilo Mendes