quinta-feira, 24 de março de 2011


Não consigo lembrar ao certo como foi que isso aconteceu... apenas tornou-se ato, laço, aço, dedo e coração. Olhar que fala, sorriso que chora, braço que caminha, cabelo que entrelaça, mãos que dançam. O inverso e ao mesmo tempo o complemento. O diferente tão igual. O julgamento certeiro, achando que está errando. O conceito desconceituado. O abraço perdido numa esquina e encontrado num bar. O saber e o descobrir, o querer e o pudor. Sem saber, apenas sendo. Ele ela! ela ele! ele ele! ela ela! El@.

Elementos naturais, habitat’s, sentimentos, quereres, desprazeres tão prazerosos.

Caminhar, correr, pular, fingir que não viu e atalhar; cair e retornar ao caminho. Medo de seguir, a mão que empurra, que levanta, que aponta e diz: é lá, se fores, te apoio, se ficares, também! Enquanto não decides, que tal um vinho?

Ela, a velha, a experiente, a chata! Ele: o novo, o aprendiz, o chato!

O aprendiz experiente, a experiente aprendiz. A nova velha, a velha nova, O novo, velho conhecido, novo conhecedor... Chat@s por tanto se protegerem, se quererem, se pertencerem.

- “Diriges como um homem, bebes como um homem, transas como um homem”

-“ Já andasse comigo, já bebesse comigo, mas já transasse comigo?”

O que a intimidade faz com as pessoas! Lá vai:

- “Diriges como uma mulher, bebes como uma mulher, transas como uma mulher”

-“ Já andasse comigo, já bebesse comigo, mas já transasse comigo?”

O que a intimidade faz com as pessoas! Gostasse? Não?! Eu adorei!!!!!!!!!!!!!! Rsrsrsrsrsrs

Amigos, a família que se escolheu!

É buzinar, subir e confiar. É ligar e dizer: Sou bixo, queria que fosses a primeira a saber!

É desligar o telefone, rindo e as paredes opacas como os sorrisos, não entenderem o que isso significou... É beber e querer fugir. É xingar e não ir. É emprestar o ombro, a moto, o pala. É ouvir de crianças inocentes e de adultos aborrecentes o mesmo comentário malicioso sobre homens e mulheres.

É estar em uma sexta, à noite, cansada de ser tão nostálgica, comento uma massa com salsinha com Polar, escutando Adriana e ser importunada nessa desarmonia tão perfeita pelo “chamar a atenção”... é sentir a dor na coluna diminuir, o sorriso se abrir, o olho lagrimejar. Vontade de apertar, de gritar: te amo, de estar perto, de chamar: safadinhoooooo

Lembrar o que é o amor, o que é paz, o que é o bem-querer. Lembrar de tempos que não voltam, mas que constroem os que virão.

É lembrar do cigarro, da bagana, de Caio, de Clarice, de Teoria, de Produção, de Texto, de livros....iiihhhhh a renovação! É confiar a senha, o olhar, o segredo e o seu desvendar. É contar, sem querer, é chorar querendo rir, é amar odiar.

A morte como um risco, a vida como um raio de sol. A família, eis que há afinal.

A metáfora diz o que não é pra dizer, o dizer não diz o que se tem que dizer. Entrelinhas que tanto enredam, o nó que facilmente se abre.

Dois novos mundos, respectivamente, se abrem. Um intelectual, outro geográfico. Um intelectual que almeja europetizar, um geográfico que almeja bachelardiar. Simbologias e significados tão seus e tão de ninguém.

Enquanto o copo esvazia, a alma aquece nesta noite fria, a lua aparece, o telefone continua sem tocar, mas o sorriso de cá é o mesmo de lá.

Acaba-se a música, a cerveja, a página. Mas são infinitos os dedos que dançam no teclado, os olhos que se procuram na tela morta, o pensamento entrecruzado.

Noites diferentes, com diferentes quereres e destinos, mas ao amanhecer, o saber-se juntos, mesmo sem explicar como nem por que.

Eis um muito obrigada por ser tão meu assim, por ser tão safadinho assim, por ser tão Diego, enfim. Amo saber que te amo!

3 comentários:

Diego Goulart disse...

Nossa! Eu conheço esse texto...hehe
Antigo e cada vez mais atual.
Saudades tuas, saudades nossas.
Bjoooooooooooooo!!!
Te amo.

Anônimo disse...

Oi foi a 2ª vez que li a tua página e gostei imenso!Espectacular Trabalho!
Adeus

anab disse...

Só posso mesmo dizer...Envolvi-me muito nas suas palavras e...SAUDADES...